No dia 16 de maio de 2010, foi publicada uma reportagem no jornal A Tribuna a qual acusava a pesca submarina de rarear as caranas na região da Estação Ecológica dos Tupiniquins.Clique aqui e confira a reportagem completa.
Carta Resposta
São Paulo, 08 de junho de 2010
Favor direcionar este e-mail para Lúcia Guaraldo.
Primeiramente, gostaria de dar os parabéns a todos que ajudaram em mais uma conquista do Plano de Manejo. Considero de muita relevância o apoio fornecido em gênero, número e grau.
Gostaria que fosse feita apenas uma relevante correção no texto abaixo:
Apesar de proibida, a pesca submarina c om arpão ainda ocorre com certa frequência e é considerada uma das práticas mais destrutivas na Estação Ecológica dos Tupiniquins.
Sou praticante de Pesca Submarina há 10 anos, sendo que exerço o esporte (Pesca Submarina ou Pesca Gastronômica) duas vezes por semana na região sul do litoral de São Paulo. Durante a prática, vou a todas as ilhas e parcéis permitidos da região.
Em vista do exposto, peço o obséquio de informar-nos com base em quais estudos (estudos científicos, estatísticas devidamente comprovadas) resultou a afirmação de que a "Pesca Submarina é considerada a mais destrutiva"?
Considero o cardume de Caranhas da Queimada Grande e outros da região, o maior do mundo ou o maior dos lugares nos quais já mergulhei ou pesquei. A cada ano ele fica maior
(Portugal, Costa Rica, Panamá, e em todo Litoral do Brasil).
Caranha é considerada um peixe de muita dificuldade de captura. Diversos pescadores, praticantes assíduos, passam a vida inteira para que consigam capturar um único exemplar.
A Caranha é um peixe muito arisco e raramente se aproxima do pescador. Pesco em profundidades de aproximadamente 30 metros, duas vezes por semana, na região e. esse ano, com muita dificuldade, consegui capturar quatro exemplares de Caranha.
Em função disto, não é lógica nem juridicamente aceitável a divulgação equivocada da afirmação de que a "Pesca Submarina como a responsável e MAIS DESTRUTIVA POR RAREAR A ESPÉCIE".
Tenha família, filhos e amigos e jamais poderia praticaria uma modalidade de pesca que pudesse rarear alguma espécie de vida.
A Pesca Submarina não é e jamais será considerada a prática de pesca mais destrutiva, muito pelo contrário, é a mais seletiva e a que causa menor impacto ao meio ambiente.
A Pesca Submarina captura um exemplar de cada vez e 98% das vezes é praticada durante o dia.
A Pesca Submarina somente é praticada quando temos condições climáticas favoráveis. Já estamos há 30 dias sem pescar devido às condições climáticas desfavoráveis.
E, ainda, a título de conhecimento e o qual V.Sª já deve saber, a Parelha e Arrastos são considerados os mais destrutivos, praticados 24 horas por dia, independente das condições climáticas e varrendo o fundo bem próximo às Estação Ecológicas, capturando todo tipo de vida de região.
As redes também pescam 24 horas por dia, independentemente das condições climáticas e cercam os parcéis e ilhas das regiões dentro e fora das Estação Ecológica, capturando todo tipo de vida da região.
Pesca de Linha ocorrem 24 horas por dia, nos mesmos moldes, independentemente das condições climáticas, capturando todo tamanho de peixe, sendo que, inúmeras vezes, os mesmos não podem ser soltos.
Senhorita Lúcia Guaraldo, em vista dos motivos fáticos acima expostos, é direito constitucional dos pescadores subaquáticos obterem a exata informação sobre a base científica resultante de sua afirmação de que "a Pesca Submarina é considerada a mais destrutiva", o que, para nós, consiste em informação absurdamente equivocada.
Portanto, caso sua afirmação seja resultante de achismo, sem nenhuma fundamentação científica ou estatística relevante que a acompanhe, pedimos que efetue a devida correção de tal notícia, sob pena de divulgação de informação não verídica e prejudicial a toda a classe de pescadores subaquáticos da região.
Desde já coloco me a disposição para ajudar no que for preciso
Atenciosamente,
Direção APPS